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domingo, 17 de abril de 2016

Tirando a fralda do seu filho com autismo

Tirando fraldas do seu filho com autismo: vamos lá!


Tirando fraldas do seu filho com autismo: vamos lá! (tradução do artigo “Potty training your child with autism: ready,seat, go”, publicado pela Autism Asperger’s Digest magazine 2010) 

A tarefa de tirar a fralda do seu filho e ensiná-­‐lo a usar o vaso sanitário é uma parte inevitável na vidinha dele: em algum momento você vai ter de enfrentar essa tarefa, que algumas vezes é fácil, algumas vezes frustrante e algumas vezes totalmente enervante. Quando seu filho tem autismo, o grau de ansiedade vai aumentar 100 vezes. As dificuldades de entendimento das regras sociais e de comunicação, somadas a questões sensoriais leves a graves podem aumentar a complexidade de uma situação já estressante. As boas notícias é que a maioria, se não todas crianças com autismo podem ser ensinadas a usar o vaso sanitário de maneira adequada. Pode levar mais tempo do que o esperado, pode requerer algumas “aulas preparatórias” antes de conseguir chegar ao banheiro, se ainda não sabe você com certeza vai precisar aprender a usar ferramentas visuais de ensino, e pode ter sua paciência testada como nunca teve até agora. Com medo só de pensar nisso? Compreensível. Mas pense nisso: tirar as fraldas é uma habilidade essencial na vida do seu filho, e ele nunca vai conseguir perceber isso sozinho. Ele depende de você para tomar a iniciativa e conduzir o processo. A autonomia futura dele depende da aquisição dessa habilidade, não importa quanto tempo você vai lutar para ensiná-­‐la. Uma criança com 3 anos que ainda não tirou as fraldas ainda é aceita pelos seus amigos da mesma idade; aos 5 anos, isso pode diferenciá-­‐lo de maneira negativa aos olhos dos seus colegas e seus pais, principalmente se já freqüenta escola. Aos 8-­‐9 anos, não saber usar o vaso faz dele um alvo para gozação, sem mencionar que vai dificultar conseguir amigos. Aos 12...bem, você entendeu. Essa é uma habilidade que você não pode simplesmente jogá-­‐la na privada, dar descarga e esquecer dela. 
Espante o medo que constantemente gruda em você, arregace as mangas, aprenda um pouco antes de começas e adote uma atitude positiva. No final, a atitude positiva vai ser uma ferramenta mais importante para seu filho se livrar das fraldas do que você supunha. Pronto? Vamos lá! 


Seu filho está pronto para tirar as fraldas? 
Você pode quere responder essa pergunta baseado no que os “outros” fazem – como a idade que um irmão mais velho ou amiguinho tirou as fraldas. Ou até naquele vizinho que aprendeu em apenas um fim de semana. Ou no que você leu em algum livro sobre desenvolvimento infantil. Por favor, não fique preso nesse jogo de comparação. Sua tarefa é perceber quando o seu filho estiver pronto para tirar as fraldas, baseando-­‐se nas pistas que você observar no seu filho e o que você sabe sobre as habilidades dele em outras áreas (como atenção, imitação, vestir-­‐se, etc.). Sua prontidão para usar o vaso é uma combinação de aspectos do desenvolvimento – como controle muscular – e habilidades aprendidas. Se você estiver começando a tirar as fraldas por que você decidiu estar na hora sem avaliar o estágio de prontidão dos seu filho, bem, você pode esperar alguns resultados bem ruins. Na maioria das vezes, tirar as fraldas depende da agenda dele, não da sua. Dito isto, dois parâmetros de idade entram na jogada. Espere pelo menos até que acriança tenha 18 meses para começar a tirar a fralda. Se ela chegar aos 4 anos e ainda não tirou as fraldas, faça disso uma prioridade.
E você? Está preparado para começar um programa “tirando as fraldas”? Seu sucesso depende do seu tempo, esforço e habilidade para permanecer firme no programa. Se o seu filho está na escola, é preciso que o professor ou acompanhante estejam prontos ou abertos a participar do processo. O mesmo vale para babás. Conseguir tirar as fraldas depende de persistência, persistência e mais persistência. Começar, parar ou mudar um esquema no meio pode Sr confuso para a criança e sua necessidade de rotina e monotonia. Todos os participantes devem estar em sintonia, ter entendido muito bem o programa usado, querer gastar tempo e energia nessa tarefa. Como comandante e capitão da “brigada” do banheiro, é sua função conseguir que essa persistência aconteça. Pode tomar algum tempo e atenção a mais, mas ter uma criança independente e feliz merece o esforço. 
Sinais de que seu filho está pronto para começar a tirar as fraldas 
·                     Fica seco por uma ou duas horas direto e também durante as sonecas 
·                     Há um padrão entre o comer e o beber e quando ele faz xixi 
·                     Mostra visivelmente que está fazendo xixi ou cocô (agacha, segura as 
calças, cruza as pernas, se esconde, etc.) 
·                     Indica desconforto com a fralda molhada ou suja ou tenta tirá-­‐la 
·                     Vai ao banheiro ou senta-­‐se no vaso por conta própria 
·                     Mostra interesse nas reações ao ver pessoas usando o banheiro (os sinais 
podem ser sutis) 
·                     Consegue ficar sentado reto por 5 minutos durante uma atividade 
·                     Pode abaixar e levantar as calças com ajuda 
·                     Consegue seguir algumas instruções verbais ou visuais (como “senta” ou 
“levanta”) 
·                     Não apresenta nenhum problema físico ou médico que possa interferir 
nesse aprendizado 
Como o autismo interfere no aprendizado para usar o banheiro? 
As dificuldades das crianças com autismo nas áreas de linguagem/comunicação, processamento sensorial, habilidades sociais, pensamento social e controle do comportamento podem ter que ser levadas em consideraçãopara establecer a melhor maneira de tirar as fraldas. No seu ivro Toilet training for individuals with autism and other developmental disorders (Tirando as fraldas de indivíduos com autismo e outros problemas de desenvolvimento), Maria Wheeler sugere que deve-­‐ se observar os seguintes aspectos antes de começar . Alguns podem ser problemas a serem resolvidos ou contornados (como dificuldades sensoriais) enquanto outros podem ser usados de maneira positiva (como a preferência por rotina):
·                     Dificuldades de planejamento motor (sentar-­‐se reto, controle muscular) 
·                     Consciência sensorial (sentir a bexiga cheia ou uma fralda molhada)
·                     Habilidades de comunicação, inclusive habilidades receptivas, expressivas e interpretação literal das instruções 
·                     Nível de imitação 
·                     Hiper ou hipo sensibilidade aos estímulos 
·                     Preferência por previsibilidade e rotina 
·                     Dificuldade em se ajustar a situações novas 
·                     Habilidades de aprendizagem seqüencial 
·                     Níveis altos de ansiedade 
Prepare-­se! 
Tirar as fraldas envolve mais aspectos do que simplesmente ensinar a criança a fazer xixi ou cocô no vaso sanitário. Pense sobre a sequência inteira de comportamentos envolvidos no uso do banheiro, do começo ao fim, antes de começar. Então decida como vai ensinar a rotina toda. Por exemplo:
·                     Checar o esquema visual para comer, beber e chegar ao banheiro ou reconhecer independentemente a necessidade de fazer xixi ou cocô 
·                     Ir ao banheiro e checar o esquema para uso do banheiro (se existe) 
·                     Fechar a porta, se for o caso 
·                     Tirar a roupa (abaixar as calças e/ou calcinhas ou cueca ou levantar saia) 
·                     Sentar-­‐se no vaso, relaxar e esperar 
·                     Fazer xixi ou cocô no vaso 
·                     Pegar o papel higiênico, limpar-­‐se, jogar o papel no vaso ou lixeira 
·                     Sair do vaso, dar descarga uma vez, fechar a tampa 
·                     Vestir-­‐se 
·                     Lavar e secar as mãos, pendurar toalha ou jogar fora toalha descartável 
·                     Checar de novo o esquema visual para uso do banheiro (se estiver ali) 
·                     Sair do banheiro e checar o esquema visual principal sobre o que fazer a 
seguir. Você precisa ensinar primeiro alguma das habilidades que o seu filho ainda não aprendeu que fazem parte da rotina de tirar e vestir a roupa, seguir um esquema visual ou lavar as mãos? Se a resposta for sim, ensine primeiro estes procedimentos antes de começar o treino para uso do banheiro. Seu filho precisa de algum suporte especial para conseguir permanecer sentado no vaso. Se a resposta for sim, consulte um fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional sobre isso. 
Vamos dizer que tudo está em ordem e você já está pronto para começar. Seu próximo passo é juntar o material e as informações necessárias para se planejar:
·                     Uma tabela onde você registra uma ou duas semanas sobre o padrão de fazer xixi/cocô do seu filho (durante o dia) 
·                     Reforçadores (isto é, pequenos prêmios para o comportamento adequado) 
·                     Calças apropriadas para a fase ou calcinhas/cuecas (as fraldas são proibidas!) 
·                     Um adaptador para o vaso sanitário (piniquinhos ou mini vasos são proibidos!) 
·                     Uma escadinha ou banquinho para que ele possa subir e descer do vaso e apoiar os pés enquanto sentado
Primeiro, colete dados sobre os hábitos do seu filho de urinar e fazer cocô. Colete dados de meia em meia hora e anote na tabela por pelos menos uma semana; duas semanas é melhor ainda. Certifique-­‐se de que a escola/babá use o mesmo tipo de tabela de maneira a conseguir um bom panorama que indique os padrões da manhã, depois do almoço e à noite antes de dormir. A cada Meira hora cheque se a criança fez xixi (na fralda, vaso ou outro lugar) ou cocô (fralda , vaso ou outro lugar). Anote o que observar de importante. Antes de começar seu programa de ensinar a usar o banheiro você terá registrado seus hábitos urinários e intestinais. Mas não pare aqui. Continue preenchendo sua tabela durante todo o programa de treinamento para uso do banheiro. Isso vai fornecer informações importantes não apenas para planejar como fazer, mas também para entender melhor os acertos e erros que possam ocorrer. 
Selecione alguns reforços para usar durante o programa. O que é um reforço? É alguma coisa que seu filho goste e que pode funcionar aumentar a possibilidade de que o comportamento desejado ocorra novamente. Reforços podem ser elogios verbais, comida, doces, bebidas, brinquedos, livros, joguinhos de computador ou brincadeiras. (Comida, doces e bebidas podem não ser as escolhas mais indicadas para treino de uso do banheiro, especialmente logo depois de uma refeição). Invente uma musiquinha bem curta e animada com muitas palmas e “vivas”para estimular seu filho a ficar bem animado com a situação. Independente do que você escolher como reforço, certifique-­‐se de que isso só acontece durante a “sessão” uso do vaso e em nenhum outro momento do dia. Por exemplo, se o seu filho gosta especialmente de determinado vídeo, permita que ele o assista somente depois de um episódio bem sucedido de uso do banheiro. Este é um dos elementos mais importantes do programa. Sem um bom reforço para motivar seu filho, suas tentativas podem ser mal sucedidas. Outro conselho sobre reforços: não escolha o reforço para o seu filho baseado no que “todas as crianças” gostam. Pense nos interesses do seu filho para encontrar o que tem mais apelo para ele e que estejam disponíveis somente durante o treino do banheiro. E lembre-­‐se que os reforços podem perder a graça rapidamente. Certifique-­‐se de os reforços sejam “poderosos” durante todo o programa, fazendo mudanças se necessário. 

Dê a partida! 
Para algumas crianças, comprar um vídeo ou um livro sobre o assunto é o suficiente. A maioria das crianças, no entanto – e especialmente a maioria das crianças com autismo – precisam de mais orientação, mesmo anteriores às idéias associadas com o “ tirar as fraldas” tradicional. Resumimos abaixo três métodos para ensinar uso do banheiro: dia do banheiro, esquemas com figuras com criação de hábito, e sistemas de fichas. Leia os resumos para decidir qual pode ser mais atrativo para você e seu filho. Nos três casos, primeiro comece fazendo a tabela sobre os hábitos urinários e intestinais do seu filho para saber quando ele faz xixi e por quanto tempo ele fica seco. 

1. Dia do banheiro (treinamento intensivo)
Este método requer um tempo e um local dedicados só para o ensino do uso do banheiro. Pode ajudar ter duas ou três pessoas que se revezem. Seu filho deve estar com sua roupa debaixo habitual, sem fraldas, pull-­‐ups ou calças de treinamento. Dê-­‐lhe bastante líquidos para estimulá-­‐lo a fazer xixi e aumentar as oportunidades para premiar (reforçar) tentativas bem sucedidas. Coloque-­‐o no vaso desde sua primeira acordada por 3 a 5 minutos, então use a tabela para saber com que freqüência você vai colocá-­‐lo de novo no vaso (5 a 10 minutos antes do horário normal de funcionamento da bexiga e do intestino. Se ele se mantiver seco entre as “visitas” ao vaso, aumente gradualmente (alguns minutos de cada vez) os intervalos entre elas. Se houver um acidente, volte a diminuir o tempo entre as visitas para o tempo inicial. Se a criança conseguir fazer xixi ou cocô no vaso, use os reforços. Se ela não fizer nada, ensine-­‐o a ficar de pé, vista-­‐ se (com ajuda, se preciso) e diga num tom neutro de voz: “Você não precisava fazer xixi agora”. Os pais variam sobre como pássaro tempo enquanto a criança fica sentada no vaso. Alguns defendem uma diversão, com jogos, quebra-­‐cabeças ou interação social. Outros defendem que se evite isso, para que a criança não fique dependente desse tipo de situação para usar o banheiro. Confie na sua intuição sobre o que funciona melhor para o seu filho. 

2. Esquemas com figuras e criação de hábito 
Comece tirando fotografias que serão a base do esquema visual que vai usar com o seu filho: fotos dos reforços/prêmios que o seu filho gosta e fotos das ações que você vai premiar. Você pode tirar fotos dele indo ao banheiro, abaixando as calças, sentando-­‐se no vaso, fazendo xixi ou cocô, pegando o papel higiênico e se limpando, subindo as calças, dando descarga, lavando as mãos, enxugando as mãos, deixando o banheiro, ganhando o seu prêmio. Se o seu filho não fizer ou não conseguir fazer isso, consiga que uma criança faça isso e tire fotos. Coloque as fotos em um lugar neutro e bem visível, como a porta do banheiro, na seqüência apropriada, ilustrando a rotina do começo ao fim. Garanta que as fotos fiquem na altura dos olhos da criança. 
No treinamento para a criação de hábito, a criança vai para o banheiro e faz a rotina em horários determinados. Ë importante que todos os adultos envolvidos estejam motivados para respeitar o programa determinado e não iniciar a rotina conforme for mais conveniente para cada um. Na hora determinada, a criança começa a rotina do banheiro de acordo com o esquema visual, tendo dicas e ajuda de um adulto se precisar. Ir ao banheiro não é uma opção da criança, como “Você está com vontade de fazer xixi?”. Se for a hora marcada, a rotina começa. A criação de hábito pode funcionar bem para as crianças que tem pouca ou nenhuma consciência/percepção da necessidade de fazer xixi ou cocô, e não percebe (ou não se importa) se a fralda ou a roupa está molhada ou suja. Este método usa a grande preferência por rotina e mesmice de muitas crianças com autismo. 
Os esquemas com figuras também podem ser usados com outras formas de ensino de uso de banheiro que seguem uma rotina mais natural baseada em acontecimentos do dia (isto é, acordar, ir ao banheiro, tomar café da manhã, ir ao
baheiro, ir à escola, banheiro, etc.) mas o treinamento de hábito geralmente requer o uso de fotos ou outras dicas visuais. 

3. Sistema de fichas 
Os sistemas de fichas estão mais relacionados a premiar o comportamento da criança do que ensinar a rotina de treinamento de uso do banheiro. Você começa escolhendo o sistema de fichas. Uma ficha é um objeto que representa alguma outra coisa. Por exemplo, seu filho ganha uma estrela toda vez que for ao banheiro e depois que juntar duas estrelas, ele ganha 5 minutos do seu jogo predileto. O adulto cria um quadro de fichas, adicionando as fichas a medida que vai ganhando, de maneira que a criança possa saber visualmente quando vai ganhar o seu prêmio/recompensa. À medida que a criança progride, o sistema se expande. Por exemplo, ela pode precisar ganhar 4 estrelas para conseguir o jogo, depois 8 estrelas e assim por diante. 
O sistema de fichas são mais apropriados para crianças que apresentam um certo grau de auto-­‐controle de comportamento. No começo você pode usar o sistema de fichas como uma parte da rotina de uso do banheiro, por exemplo, fazer xixi no vaso. Quando a criança conseguir fazer isso de maneira consistente, você pode expandir o uso do quadro de fichas para outras aquisições, como tirar a roupa e vestir ou lavar as mãos.

50 dicas úteis para tirar a fralda 
1.                Mantenha os reforços/recompensas no banheiro para que você não tenha de procurá-­‐los na hora “H”. 
2.                Use muitos lembretes para você e para seu filho. Programe seu telefone para bipar a cada 30 minutos para lembrá-­‐lo de começas a rotina do banheiro. 
3.                Organize uma atividade relaxante ou de baixa estimulação logo antes do horário do banheiro para que seu filho esteja mais relaxado antes de começas a rotina. 
4.                Escolha um método e permaneça nele. Dê a qualquer método pelo menos várias semanas para saber se funciona ou não. Se você não conseguir notar resultados positivos em duas semanas, repense seu programa e procure por inconsistências ou erros nos seus métodos de ensino. 
5.                Ajude seus “assistentes escolares” durante o programa: mande roupas adicionais, uma copia do seu esquema visual, etc. para a escola. 
6.                Compartilhe com o professor do seu filho as informações que podem alterar o programa: comidas diferentes ou medicações novas. 
7.                Use instruções simples e conmcretas para dizer ao seu filho o que fazer. Não diga “Não faça xixi no chão”; diga “Faça xixi no vaso”.
8.                Fale devagar, claramente e de maneira específica. Lembre-­‐se de que as pessoas com autismo podem ter dificuldades com instruções orais. A maioria vai precisar de mais tempo para processar suas palavras e formular uma resposta. 
9.                Prefira dar uma instrução do que fazer uma pergunta durante o program. Por quê? Por que uma resposta válida para “Você quer ...?”é “Não”.
10. Ignore falas , vocalizações, risadinhas e ações sem importância. 
11.          Não levante sua voz, agarre ou ameace a criança. Levantar a voz sua voz parece uma coisa natural quando se quer obediência, mas seu objetivo é
ensinar, não punir ou amedrontar seu filho sobre o uso do banheiro. 
12.          Use histórias Sociais (Carol Gray) para ensinar habilidade e maneiras
relacionadas ao uso do banheiro. 
13.          Ensine seu menino primeiro a fazer xixi sentado, depois mais tarde
ensine fazer de pé. “Alvos” (que possam ser levados pela descarga) para acertar com o xixi podem ser um bom estimulo. Cereais coloridos são uma boa opção. 
14.          Vista a criança com roupas fáceis de vestir e tirar durante o programa. Calças de moletom ou calças ou saias com elástico na cintura são mais fáceis do que zíperes e botões. Ela precisa ser bem sucedida quando faz a coisa certa. 
15.          Tirar as fraldas é mais fácil no verão. As crianças usam menos roupas. 
16.          Use cuecas ou calcinhas; elas ficam molhadas e “avisam”a criança. Para
ajudar a proteger seus móveis, tapetes e assoalho, tente calças plásticas usadas sobre a calcinha ou cueca ou forrar o chão e mobília durante o programa. 
17.          Pense na camiseta também. Se for muito comprida pode “ficar no caminho”. 
18.          Crianças aprendem com exemplos: seja um modelo. Se tudo bem para você, deixe que seu filho assista como usar o banheiro. Ou use irmãos ou amigos para mostrar como se faz direito. 
19.          Certifique-­‐se que o banheiro seja um lugar relaxante, não um ponto de tensão. Cheque se não há elementos estressantes no banheiro que possam incomodar os sistema sensorial do seu filho: ventilador no banheiro, luzes piscantes, textura do assento do vaso sanitário, textura do piso do banheiro, cheiros, etc. 
20.          Algumas crianças relaxam com música, que pode ser incluída na rotina de uso do banheiro. 
21.          Ponha o que o seu filho mais gosta de ver (personagem de desenho, pôster, calendário) na parede em frente ao vaso em altura que ele possa ficar olhando enquanto estiver sentado. 
22.          Se o seu filho pula impulsivamente do vaso para olhar outras coisas no banheiro, remova-­‐as da vista durante o programa ou ponha uma pequena mesa de plástico sobre seu colo enquanto ele fica sentado. Dê-­‐lhe alguns brinquedos ou promova algumas atividades que ele goste e possa fazer sobre a mesa. 
23.          Arrume um timer para que seu filho saiba quanto tempo vai ficar sentado no vaso.
24.          Lavar as mãos: use instruções bem precisas como : “lave por um minuto” (use um timer) se o seu filho ficar repetindo a mesma parte da seqüência ou a usa para brincar. 
25.          Quanto é muito papel higiênico. Ensine a criança a pegar um determinado tanto de papel, marcando um lugar na parede até onde desenrolar o papel e então cortá-­‐lo. 
26.          Evite usar sabonetes, loções ou lenços umedecidos perfumados na rotina do banheiro. Algumas crianças ligam o perfume ao comportamento. Sentir aquele perfume nas próprias mãos pode servir de estímulo para que “use o banheiro” nos lugares errados. 
27.          Acidentes vão acontecer com certeza. Tente ficar calmo e não punir nem censurar. Em vez disso, use as conseqüências naturais: “Quando você faz xixi no chão tem que me ajudar a limpar:. (Garanta que ele ajude). 
28.          Durante a limpeza tenha o mínimo de interação social. A atenção verbal pode ser reforçadora para algumas crianças. 
29.          Calcinhas ou cuecas molhadas ou sujas devem ser imediatamente trocadas para a criança não ser dessensibilizada da sensação de umidade ou sujeira em contato com sua pele. 
30.          Preste atenção e procure por comportamentos apropriados e elogie! Lembre-­‐se: Ficar seco é o comportamento alvo. Não aponte tudo o que ele estiver fazendo de errado. 
31.          Faça uma pequena celebração toda vez que seu filho for bem sucedido no uso do banheiro. Muitas palmas e elogios ajudam. (A não ser que seu filho seja hipersensível ao barulho). 
32.          Cubra seu esquema de dicas visuais com plástico para não molhá-­‐lo, principalmente se ele for colocado perto da pia. 
33.          Se o seu filho reagir negativamente a sentar-­‐se no vaso, procure por pistas para descobrir os motivos. Pode ser uma reação ao contato com o vaso, sentir-­‐se inseguro/desequilibrado sobre o vaso,medo do barulho da descarga, medo de cair dentro do vaso e do contato com a água. Faça a adaptação necessária. 
34.          Sentar-­‐se confortavelmente ao vaso é essencial. Use um apoio para apoiar os pés e garanta um apoio para as costas da criança. 
35.          Se o equilíbrio é um problema, faça com que seu filho se vire para a parte de trás do vaso, apoiando os braços no reservatório de água ou as mãos na parede atrás do vaso. 
36.          Algumas crianças se apavoram com o barulho da descarga. Grave o barulho e brinque com a criança com o volume bem baixo, aumentando devagar até que a criança aprenda a tolerar o barulho. Ou use fones de ouvido durante a rotina do banheiro. 
37.          Se o seu filho for fascinado pela descarga, certifique-­‐se de que seu esquema de figuras mostre quando dar descarga e também quantas vezes (uma).
38. Se você decidir usar livros ou brinquedos para relaxar a criança durante o uso do banheiro, garanta que esses itens não estejam disponíveis para criança em outros momentos. 
39. Ensinar a usar o banheiro à noite só deve acontecer depois que a criança mostrar um grau razoável de independência no uso do banheiro no período diurno.
40.          Para o treinamento noturno, evite alimentos e bebidas com cafeína, pois estes aumentam a quantidade de urina. 
41.          Não consumir líquido depois das 18:00. Isso vai ajudar q criança a ficar seca durante a noite. 
42.          Se o seu filho ficar doente durante o programa, adie a rotina e comece de novo quando ele sarar. 
43.          Se o seu filho parece estar muito estressado com o programa “tirando fraldas”, desista por algumas semanas. Se necessário, comece de novo gradualmente. Primeiro consiga que ele sente-­‐se no vaso com a tampa fechada enquanto ele ainda estiver com fralda, depois mude para que ele sente com a tampa aberta e assim por diante. 
44.          Quando seu filho tiver aprendido como usar o banheiro, não remova todas as dicas visuais. Mude para dicas visuais mais simples ou outros com aparência mais natural. 
45.          Vá retirando as dicas assim que puder. 
46.          Para crianças que fazem xixi ou cocô muitas vezes ao dia, devido a um
constante consumo de comida ou bebida, considere um programa que
inclua um consumo mais organizado de comida e bebida. 
47.          Quando fora de casa, procure imediatamente pela localização dos
banheiros. Saber onde ir antes ajuda a reduzir o estresse se precisa usar o
banheiro. 
48.          Se o seu filho fica confuso com banheiros que tenham vários boxes (como
em banheiros público e escolares) ensine a criança a entrar no primeiro
box com porta aberta. 
49.          Se o barulho do secador de mãos em banheiros públicos incomoda seu
filho, use earplugs ou lenços umedecidos com voc6e. 
50.          Não comece a tirar fraldas em épocas de grandes mudanças, como a volta
da mãe ao trabalho, mudança de casa, mudança para uma cama maior. Qualquer mudança na rotina pode aumentar o estresse.


 Referencias:

Retirado do site: http://enfrentandooautismo.blogspot.com.br/2011/08/tirando-fraldas-do-seu-filho-com.html. Acessado em; 17 de abreil de 2016.

terça-feira, 15 de março de 2016

Língua portuguesa: processos de leitura e produção de textos.


Programa de Gestão da Aprendizagem Escolar Gestar. FUNDOESCOLA/DIPRO/FNDE/MEC. 2006.

Encontrei este PDF na internet. Como já fiz este curso e gostei muito, estou utilizando nas aulas de Leitura e produção de textos com alguns dos meus alunos.
para baixar é só clicar no link azul



Lingua portuguesa

quarta-feira, 9 de março de 2016

Paraíso


PARAÍSO
(JOSÉ PAULO PAES)

SE ESTA RUA FOSSE MINHA, EU
MANDAVA LADRILHAR, NÃO PARA
AUTOMÓVEL MATAR GENTE,
MAS PARA CRIANÇA BRINCAR.

SE ESTA MATA FOSSE MINHA,
EU NÃO DEIXAVA DERRUBAR.
SE CORTAREM TODAS AS ÁRVORES,
ONDE É QUE OS PÁSSAROS VÃO MORAR?

SE ESTE RIO FOSSE MEU,
EU NÃO DEIXAVA POLUIR.
JOGUEM ESGOTOS NOUTRA PARTE,
QUE OS PEIXES MORAM AQUI.

SE ESTE MUNDO FOSSE MEU,
EU FAZIA TANTAS MUDANÇAS
QUE ELE SERIA UM PARAÍSO

DE BICHOS, PLANTAS E CRIANÇAS.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

A cigarra e a formiga boa – fábula de Monteiro Lobato

A cigarra e a formiga boa – fábula de Monteiro Lobato




Houve uma jovem cigarra que tinha o costume de chiar ao pé dum formigueiro. Só parava quando cansadinha; e seu divertimento então era observar as formigas na eterna faina de abastecer as tulhas. Mas o bom tempo afinal passou e vieram as chuvas. Os animais todos, arrepiados, passavam o dia cochilando nas tocas. A pobre cigarra, sem abrigo em seu galhinho seco e metida em grandes apuros, deliberou socorrer-se de alguém.
Manquitolando, com uma asa a arrastar, lá se dirigiu para o formigueiro. Bateu – tique, tique, tique…
Aparece uma formiga, friorenta, embrulhada num xalinho de paina.
– Que quer? – perguntou, examinando a triste mendiga suja de lama e a tossir.
– Venho em busca de um agasalho. O mau tempo não cessa e eu…
A formiga olhou-a de alto a baixo.
– E o que fez durante o bom tempo, que não construiu sua casa?
A pobre cigarra, toda tremendo, respondeu depois de um acesso de tosse:
– Eu cantava, bem sabe…
– Ah! … exclamou a formiga recordando-se. Era você então quem cantava nessa árvore enquanto nós labutávamos para encher as tulhas?
– Isso mesmo, era eu…
– Pois entre, amiguinha! Nunca poderemos esquecer as boas horas que sua cantoria nos proporcionou. Aquele chiado nos distraía e aliviava o trabalho. Dizíamos sempre: que felicidade ter como vizinha tão gentil cantora! Entre, amiga, que aqui terá cama e mesa durante todo o mau tempo.
A cigarra entrou, sarou da tosse e voltou a ser a alegre cantora dos dias de sol.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Alfabeto: os tipos de letras


Sugestão de atividade  com uso de tecnologia assistiva. Prendedores de roupa com o alfabeto maiúsculo em letra bastão e um circulo em papelão com o alfabeto maiúsculo em letra cursivas.
Ajude o aluno a distinguir letras cursivas de letras bastão.

domingo, 7 de junho de 2015

Um bichinho diferente: como nascem os vegetais



Como nascem os vegetais

Uma boa brincadeira para os pequenos observarem a germinação de uma semente.



Material utilizado
  • Garrafa pet,
  • Retalhos de EVA, verde, amarelo e vermelho,
  • cola quente,
  • sementes, um pacotinho de semente variadas (comida para passarinho),
  • adubo,
  • um pedaço de meia calça feminina,
  • cola quente.


sábado, 6 de junho de 2015

Alfabeto pontilhado

Alfabeto pontilhado: Maiúsculo e minúsculo


Este alfabeto é bom para ser usado com as crianças que estão no processo inicial de alfabetização.

Para cópiar toda as letras em tamanho A 4,  Click aqui!